Alanda Restaurante
Reforma / Uso comercial / Interiores / Food Service
![]() Fachada | ![]() Fachada | ![]() Praça de chegada |
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![]() Vista vista geral interior | ![]() Pé direito duplo | ![]() Detalhes do teto |
![]() Expositores buffet | ![]() Ilha de pesagem e bebidas | ![]() Salão direito |
![]() Salão direito | ![]() Mesa do café | ![]() Salão esquerdo |
![]() Circulação vertical | ![]() Vista da rua desde o salão | ![]() Acesso aos sanitários |
![]() Salão superior | ![]() Vista salão superior | ![]() Detalhes salão superior |
![]() Mesa confraria | ![]() Circulação vertical |
Ficha Técnica:
Belo Horizonte – MG, 2026
Coordenador: André Pinto
Tipologia: Comercial / Reforma
Cliente: Alanda Restaurante
Fotos: Pedro Sales
O bairro Funcionários remonta à gênese de Belo Horizonte. Originado como reduto das moradias do funcionalismo público estadual no final do século XIX, hoje é uma das regiões mais consolidadas e dinâmicas da capital. Além de estar localizado na região central, possui um mix equilibrado de comércio e moradia, e é bem servido de infraestrutura urbana de modo geral, fazendo com que seja um dos mais valorizados da cidade.
Essa leitura do bairro foi de suma importância para a definição das diretrizes de projeto do Alanda Restaurante. Uma casa projetada para refletir a atmosfera cosmopolita do Funcionários, e ao mesmo tempo ser um refúgio de tranquilidade que se contrapõe ao ritmo acelerado da metrópole. O restaurante ocupa uma ampla loja térrea com pé direito duplo em um prédio comercial da Rua Alagoas. Protegida por uma marquise e por arborização urbana de grande porte, a fachada do Alanda recebeu novos revestimentos, detalhes de serralheria e iluminação especificamente detalhados para destacar a nova identidade do ponto.
O primeiro contato com a identidade do Alanda se dá através da fachada, que rompe com a aparência corporativa do edifício onde está inserido através da utilização de lajotas de barro em paginação tipo espinha de peixe e complementos de serralheria em arcos. Tais soluções buscam suavizar as linhas ortogonais da composição e introduzir o home feel ao projeto.
Ao adentrar o restaurante, o visitante visualiza o salão principal com pé direito duplo: um espaço amplo e impactante, onde buscamos reforçar a facilidade de identificação da distribuição espacial através de visadas longas e desobstruídas. O teto é um elemento de destaque com uma composição de pendentes para iluminação e nuvens acústicas que refletem a paleta de cores proposta: verde escuro, marrom e bege sobre um fundo branco.
Quatro detalhes cumprem um importante papel no projeto do Alanda. Em um imóvel tão amplo, as variações sutis no espaço quebram a monotonia e criam espaços prediletos. 1 - No salão superior foi criada uma mesa comum com quatro metros de comprimento, que acomoda até 12 pessoas, toda em mármore verde e sem apoios intermediários. 2 – Sinalizado pelo lavatório exposto, o corredor de acesso aos banheiros é discreto, mas acolhedor. 3 – No buffet, ilha de pesagem exibe contornos arredondados, ripado de marcenaria e uma testeira em palha indiana para acomodar copos e taças. 4 – Quem desce do salão superior tem uma visada emoldurada pelos arcos em cascata da serralheria, direcionando o olhar atento à verticalidade do espaço.
Criar um refúgio, uma casa serena onde as pessoas possam aproveitar o horário de almoço para desconectar da correria do dia-a-dia. Este foi o objetivo do projeto deste restaurante. Descrever uma narrativa visual calma e acolhedora que proporciona aos clientes uma experiência cosmopolita com nuances de nostalgia.




















